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SÃO LOURENÇO NA GRELHA: UM ANO DO PAPADO DE JOÃO I



HOJE, NO PROGRAMA "SÃO LOURENÇO NA GRELHA":
UM ANO DO PAPADO DE JOÃO I


Foi no dia 18 de Abril de 2016 que um dos papas mais polêmicos da recente história da Igreja do Habbo deixou o trono de São Pedro: João I, abandonando um pontificado de muitos documentos, incluindo um concílio.

Mas o controverso pontífice, apesar de querido por alguns, era odiado por muitos. Desde relatos de opressão e imposição de ideias à perseguições da liberdade de expressão, o Papa lutou contra o próprio colégio de cardeais que resistia às suas ideias progressistas.

O PAPADO DE JOÃO I, NA VISÃO DO CARDEAL SARTO

O Cardeal Sarto, em entrevista ao editor deste jornal, enumerou diversas características do pontificado joanino, onde foi relatado a sua perseguição às correntes mais tradicionalistas do clero, impondo seus próprios pensamentos e exigindo do mesmo que os seguissem incondicionalmente. Os próprios documentos numerosos deixados pelo controverso pontífice foram pobres em execução, incluindo seu concílio, dito fracassado, cujas obras não são lembradas e colocadas em prática.

De fato, o pontífice é lembrado nos dias de hoje como um dos piores papas da Igreja e o pior da Igreja Moderna. Além da perseguição aos clérigos, houve uma recessão de confiança dos subordinados em seus governantes. Coube ao seu sucessor, o Papa João Paulo V, resgatar a Igreja de um abismo de perdição, ao qual se encontrava aos pés, que o fez com a criação e o incentivo de vocações através de seminários, resultando num boom de vocações. O resgate definitivo da crise da Igreja só foi conquistado tardiamente, no papado de Bento III.

Ao término de sua entrevista, o Cardeal Sarto desejou aos jovens da futura geração clerical que não se omitam e nem temam frente às oposições e injustiças que provavelmente encontrarão dentro do seio marital da Santa Igreja, mas ao mesmo tempo mantenham o respeito ao Santo Padre e saibam diligentemente aplicar reformas do lado de dentro; e que, no futuro, caso apareça mais algum papa como João I, não se omitam, mas procurem a reforma unidos à Sé de Roma.

O PAPADO DE JOÃO I, NA VISÃO DO CARDEAL FITZWAN

Segundo o Cardeal Fitzwan, o problema da Igreja à época antecede ao Papa João I, e havia iniciado-se nos últimos períodos do pontificado de Pio V, onde o clero estava dividido entre correntes tradicionalistas e modernistas de culto. Quando o Cardeal Alves foi eleito o Papa João I, o mesmo pendeu o clero a suas ideologias modernistas e favoreceu os seus aliados que apoiavam a mesma corrente. Seus opositores, segundo Fitzwan, que eram os cardeais e bispos das correntes mais tradicionalistas, eram segregados pelo pontífice e colocados em espécies de "retiros", uma forma de censura em que o clérigo era isolado em celas e não podia sair sem o aval pontifício, sob penas canônicas impostas caso contrariassem a decisão papal.

Formou-se uma aliança cardinalícia para combater as censuras do papa, integrada pelos cardeais Rossi, Ventresca, Sarto, Fitzwan e Scherer. Abertamente, os cardeais Fitzwan e Sarto o provocaram e declararam oposição, enquanto os outros o perseguiram secretamente. Houveram súplicas de tentativas de destronação, todas, porém, em vão. Houve pressão intensa por parte do colégio ao longo de seus três meses de pontificado, até sua renúncia definitiva.

Seguiu-se grande alegria no clero e no povo, que entoou solenemente o "Te Deum" na Basílica de São Pedro. Sua carta de renúncia se baseou na Carta Testamento de Getúlio Vargas ("(...) Saio do papado para entrar na história").

PERSPECTIVAS PARA O FUTURO

Ainda conforme diz o Cardeal Fitzwan, a Igreja tem mudado gradativamente desde o fim deste conturbado pontificado. As contribuições dos Papas João Paulo V e Bento III foram fundamentais para a recuperação da Igreja, bem como a reestruturação do colégio cardinalício. Segundo ele, a Igreja não corre mais o risco de cair em mãos como as de João I, mas que há de se ter certo cuidado com a quem se entrega o título de voto cardinalício, para que se guarde a estabilidade e evite-se um possível sucessor de mesma índole; que se evite, pela intercessão de Maria, um temível, já pelo nome, Papa João II.



Diácono João Frazen
Colunista e Editor do Jornal Fofoclerizando
Apresentador do Programa "São Lourenço na Grelha"

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